quinta-feira, 30 de maio de 2013

HISTÓRICO: Governador paulista dá o ponta pé inicial para o VLT


 
Placa informativa das obras do VLT em Santos
 
Ontem foi um dia histórico para as cidades de Santos e São Vicente na Região Metropolitana da Baixada Santista para o transporte coletivo. Em visita a Santos o Governador Geraldo Alckmin deu o ponta pé inicial para a construção dos primeiros 11 km do VLT (Veiculo Leve sobre Trilhos) que na 1ª etapa ligará Barreiros em São Vicente a Cons. Nébias em Santos. A 2ª etapa ligará o Porto de Santos-Cons. Nébias até o Valongo em um trecho compreendido em 6 km. Além da visita do governador também estiveram presentes o Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes, presidente da EMTU Joaquim Lopes e o Secretário Estadual de Meio Ambiente Bruno Covas e também contando com autoridades locais como o Prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa.
Em seguida a comitiva estadual foi para São Vicente dar o ponta pé inicial contando com a presença do prefeito daquele município Luís Claudio Billi. "É um grande avanço para o transporte coletivo da região. E a gente está muito feliz", disse o governador em entrevista ao Jornal A Tribuna. Logo após o discurso em Santos, o Governador deu o primeiro passo operando a escavadeira já retirando o primeiro trilho da antiga Estrada de Ferro Sorocabana onde por muitos anos passaram trens de carga vindo de São Paulo para o Porto de Santos.
 
 
Maquina escavadeira retirando o primeiro trilho da antiga linha férrea desativada pelo
Governador Geraldo Alckmin. Foto: Carlos Nogueira, Jornal A Tribuna
 
A previsão de entrega do primeiro trecho do VLT será em junho de 2014, mas a construtora Queiroz Galvão ganhadora da licitação para execução das obras não garante esse prazo de entrega, mas salientou que se esforçará disse o Superintendente de Contratos da construtora Luis Henrique de Ávila.
Além dos 11 km totais nas duas etapas da construção o ramal do VLT contará com um pátio para manutenção dos trens e um CCO (Centro de Controle Operacional) e estações de transferências em Santos e São Vicente.
 
 
Canteiro de obras do VLT nos quais contará com mais de 1000 operários.
 

domingo, 12 de maio de 2013

Novos trólebus BRT's em São Paulo

          Ontem em um sábado ensolarado e muita correria em decorrência da véspera do Dias das Mães em relação ao comércio nas vendas de presentes, fui ao Brás, na região central de São Paulo para dar um passeio e pesquisar presente mais em conta para presentear minha mãe. Depois de ter comprado o presente tive um grande privilégio: na Avenida Rangel Pestana próximo ao Largo da Concórdia avistei pela primeira vez um trólebus novo de carroceria Caio Indusscar, modelo Millenium BRT e chassi Scania com três eixos compondo tração eletrônica IGBT da fabricante Eletra. O primeiro trólebus que vi foi o do prefixo 4 1544 da empresa Ambiental da Área 4 Zona Leste.
 
 
Trólebus 4 1544 da Ambiental no ponto da Avenida Rangel Pestana, seguindo para o
Terminal São Matheus, na Zona Leste de São Paulo.
 

          Quase andei nesse carro, por questão de segundos na hora que ia adentar nesse trólebus, vi o mesmo modelo mas voltando sentido contrário para o Terminal Parque D. Pedro II fazendo a mesma linha da imagem acima: a 2290-10 Terminal Pq. D. Pedro II/ Terminal São Matheus. O prefixo era o 4 1531 e andei nesse para seguir a Praça da República, no centro de São Paulo.


Trólebus 4 1531 na Praça da República, em SP.


          Depois que desci na Praça da República avistei o 4 1544 vindo em seguida e pelo que notei ao andar nesse tipo de veículo, os mesmos só tenho a elogiar pelo seu design e conforto ao passageiro. O motor dele não faz nenhum tipo de ruído irritante aos ouvidos, são bem silenciosos e totalmente modernos. Bem que Santos, no litoral de São Paulo poderiam seguir esses mesmos conceitos, mas um dia quem sabe. E ao final do passeio flagrei um carro-torre de manutenção da rede aérea fazendo manutenção na chave seletric (desvio de mudança de rede aérea) com contator. Esse carro-torre pertence a empresa Via Aérea prestadora da SPTrans na qual é responsável pela manutenção da rede aérea.
 
 
Carro-torre fazendo manutenção na rede aérea de trólebus.
 

sábado, 27 de abril de 2013

É adiada a retirada de dinheiro dos ônibus municipais de Santos


No último dia 23 de abril seria proibido o dinheiro dentro dos ônibus municipais em Santos para que a população usasse o cartão transporte, mas isso não aconteceu conforme prometido pelo prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa conforme seu discurso de posse no dia 1º de janeiro desse ano e também anunciado essa medida no dia 23 de janeiro conforme o Plano de Melhorias do Transporte (PMT). Por isso a permissionária do transporte coletivo, a Viação Piracicabana recebeu uma multa no valor de R$ 14.500,00, mas reincidente. Sua primeira multa foi também nesse mesmo valor, mas pelo problema de atualização no cartão transporte ocorrida em março na qual muitos usuários ficaram em grandes filas para serem atendidos.
 
 
Créditos: Bruno Miani
Motorista ao mesmo tempo dirigindo e cobrando passagem dentro do
coletivo. Foto: Bruno Miani, Jornal A Tribuna

 
No PMT foi acordado entre prefeitura e a empresa de ônibus a implantação de mais postos de vendas autorizados de cartões transporte e recargas, implantação da compra de passagens pela internet e a renovação de 12% na frota de ônibus e a extinção da dupla função do motorista na qual fazia o papel de cobrador. Tais medidas não foram cumpridas ainda em parte como a renovação da frota nos quais foram exigidos ônibus com ar-condicionado, wi-fi (internet sem fio) e piso baixo total e o aumento de postos autorizados de vendas de passagens nos quais tem 140 espalhados em toda a cidade. A meta da prefeitura era chegar até 200 postos.
Caso até dia 10 de maio a permissionária não coloque ônibus novos e no dia 23 de maio não seja extinta a dupla função do motorista será aplicada uma multa agora no valor de R$ 28.000,00 e em caso de reincidência o contrato pode ser cancelado.
Conforme trecho divulgado na edição do Jornal A Tribuna de Santos na página A-7 do dia 27 de abril de 2013 fala que “A Viação Piracicabana tem contrato coma Cidade até março de 2014, mas existe a possibilidade de renová-lo por mais oito anos”.
 
Manchete do Jornal A Tribuna de 27/04/2013.
 
 
O Blog Conscientização entrou com requerimento no ano passado em uma unidade do Poupatempo, em Santos para questionar o contrato de prestação de serviços da Viação Piracicabana com base no requerimento nº 0002/12 no dia 21 de maio de 2012 conforme a Lei de Acesso Livre a Informação na época recentemente sancionada pela Presidente da República Dilma Rousseff.
 
 
Requerimento de consulta do contrato de concessão ou permissão da
empresa prestadora de serviço de ônibus em Santos.
 
 
No requerimento questionei se o contrato era de Permissão ou Concessão. Passados mais de 20 dias depois receberam a resposta via e-mail na qual fui informado que o contrato se tratava de Permissão.
 
 
Resposta recebida pela CET-Santos
 
 
Vale lembrar que contrato de permissão é de até 5 anos e fica isento de licitação, mas contrato de concessão são mais de 5 anos e por isso passa-se por processo licitatório, mas para isso um município para fazer concessão em serviços públicos precisaria ter mais de 200.000 habitantes, como Santos tem mais de 400.000 habitantes entraria como contrato de concessão conforme a Lei nº 8.666 de 1993, mas conforme noticiário local na pratica não é isso que poderia estar acontecendo. A população precisa ficar atenta a esse fato.



Atualizado em 28/04 às 17:02

Conforme noticiamos anteriormente no blog Conscientização notar imagem abaixo do ônibus que está chegando a Santos nos quais fazem parte das reinvindicações feitas pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa no seu dia de posse e também faz parte do Planto de Melhoria do Transporte).


Ônibus que atenderá as exigências do novo sistema municipal de Santos.
Foto: Willian Rufino.







 

sábado, 13 de abril de 2013

Finalmente obras do VLT podem começar em um mês


 
Trecho onde vai passar o futuro VLT e o local da foto será a futura
Estação Ana Costa, em Santos
 
 
O consórcio Expresso VLT Baixada Santista, formado pelas empresas Construtora Queiroz Galvão S.A. e Trail Infraestrutura Ltda, poderá ser homologado e assinará contrato com o Governo do Estado para iniciar os trabalhos em até 30 dias. A empresa foi anunciada, nesta sexta-feira, como vencedora da licitação para as obras de implantação da primeira etapa do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista.
“É o tempo necessário para tomar as providências, mobilizar gente e maquinário para o canteiro de obras”, frisa o diretor-presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Joaquim Lopes da Silva Júnior. O consórcio vitorioso apresentou o menor preço entre os cinco participantes da concorrência pública: R$ 313,5 milhões.
Este era o quesito necessário para ter o direito a executar a fase que vai de Barreiros, em São Vicente, até a Avenida Conselheiro Nébias, em Santos. São 9,5 quilômetros de extensão. Com exceção dos veículos (trens) e da parte de sinalização e energia, que já foram comprados, o consórcio terá a obrigação de implantar todos os detalhes previstos no projeto.
“Via permanente, rede aérea, o alargamento do túnel, as nove pontes de transposição. Fará toda a infraestrutura necessária para o VLT, incluindo as edificações, obras de arte, a demolição do Viaduto Emmerich, a construção do novo viaduto e as estações”, explica o diretor-presidente da EMTU.

 

Outra etapa

 
Ainda existe a segunda etapa da obra, da Avenida Conselheiro Nébias até o Valongo, que será alvo de outra licitação. O trecho de sete quilômetros, passando pelo Porto, está em fase de licenciamento ambiental. “A nossa estimativa é que até maio se publique o edital desse segundo trecho, estimado em R$ 250 milhões”, diz o representante da EMTU.
 
 
 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Santos, temporariamente sem trólebus, o que aconteceu?


Nesse último feriado de Páscoa conforme informações do Blog Boletim do Transporte, um internauta enviou algumas imagens da Avenida Ana Costa, na altura do bairro da Vila Mathias, em Santos, no litoral paulista sobre uma ausência da rede aérea de trólebus. O motivo dessa ausência foi provavelmente causado por um caminhão cegonha (que transporta carros para a venda em concessionárias) com excesso de altura e alguns trechos de rede aérea foram arrancados, nem a chave (desvio) na qual o trólebus acessa a Avenida Francisco Manoel, na altura da Praça Belmiro Ribeiro para ir a garagem já não faz mais parte da paisagem daquele local.
 
Avenida Ana Costa, em Santos-SP. Notem na imagem que está sem a curva da rede aérea
de trólebus. Foto: Rafael Martins.

Suporte da rede aérea, sem a curva de 15º e os fios trólei. Foto: Rafael Martins.
 

Entramos em contato com a Viação Piracicabana, mas ninguém atendeu o Blog Conscientização. Ligamos para CET-Santos, mas na gravação disse que atende de segunda a sexta das 8 às 17 horas. Em breve esperamos uma solução para esse fato.



Atualizado as 21:38


A Viação Piracicabana informou ao Blog Conscientização a encaminhar um e-mail a sua assessoria de imprensa e a CET-Santos também por nota aconselhou o mesmo. Mas conforme informações do Jornal A Tribuna de Santos: "Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o reparo deve ser feito pela empresa Piracicabana, que também administra os trólebus, e terminar em 15 dias".




domingo, 24 de março de 2013

Possíveis novidades no transporte coletivo em Santos-SP


"Em abril, a CET-Santos colocará, em caráter experimental, 30 ônibus da linha convencional equipados com ar-condicionado. Vale destacar que seis deles terão o piso rebaixado. Dessa forma, os usuários poderão avaliar se as medidas são positivas e se devem continuar".
 
Modelo de ônibus com piso baixo total, parecido com o que pode fazer parte do sistema
municipal de Santos, mas vale lembrar que a imagem da foto é um trólebus com as
características citadas, mas por enquanto em Santos, não tem previsão de uma possível
renovação na frota de trólebus.
 
Essa matéria foi divulgada na edição impressa do Jornal A Tribuna de Santos no dia 24/03/2013 na página A-4 falando sobre uma possível renovação da frota do sistema municipal de ônibus em Santos, mas com novidades nas características dos veículos. Isso é um bom sinal devido várias reclamações e reivindicações por parte do usuário do transporte coletivo municipal. E o que foi prometido na entrevista coletiva do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa durante sua posse, pode começar a surtir os efeitos necessários durante o que fez no discurso de posse como TOLERÂNCIA ZERO e RIGOR ABSOLUTO com a permissionária do transporte coletivo, Viação Piracicabana. Vale lembrar também que no dia 23 de abril de 2013 a menos de um mês será extinta a dupla função de motorista e cobrador de ônibus, isso significa que não serão mais aceitos dinheiro dentro dos coletivos e sim para embarcar nos ônibus municipais somente com cartão transporte. A promessa da CET e Prefeitura de Santos serão instalados 200 postos autorizados para a recarga de cartões.

domingo, 17 de março de 2013

EFCJ-Estrada de Ferro Campos do Jordão


A Estrada de Ferro Campos do Jordão é uma estrada de ferro eletrificada no estado de São Paulo que liga as cidades de Pindamonhangaba a Campos do Jordão e hoje é utilizada somente para transporte de passageiros, essencialmente em passeios turísticos. É de propriedade do governo do Estado de São Paulo, sendo administrada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos.
 
Estação de Pindamonhangaba. Foto: EFCJ-Estrada de Ferro Campos do Jordão
 


Histórico

A Estrada de Ferro Campos do Jordão foi idealizada pelos médicos sanitaristas Emílio Marcondes Ribas e Victor Godinho com o objetivo de facilitarar aos seus pacientes um acesso mais rápido e confortável a Campos do Jordão, por ser uma vila no alto da Serra da Mantiqueira, com clima de montanha ideal para as pessoas tratarem-se da tuberculose.
A estrada ligaria Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba a Campos do Jordão e teve sua construção iniciada oficialmente em 1910 através da Lei nº 1.221, de 28 de novembro, assinada pelo Presidente do Estado de São Paulo na época, Sr. Manuel Joaquim de Albuquerque Lins. A mesma foi inaugurada oficialmente em 15.11.1914.
Em 1924 toda a estrada foi eletrificada pela English Electric, e passou a operar somente com automotrizes elétricas.
A estrada cumpriu por vários anos os objetivos que motivaram a sua construção, proporcionando acesso aos sanatórios de Campos do Jordão e escoando a produção agrícola da serra. Em 1970, com incremento do turismo, considerando suas características e a beleza natural do Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira passou a ser utilizada quase que unicamente para passeios turísticos, sendo subordinada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo.

 

Dados técnicos

 
A Estrada de Ferro Campos do Jordão opera no sistema de simples aderência roda-trilho nos trechos de serra, mantendo uma velocidade média de 32 km em nível e cerca de 16 Km/h nos trechos de serra, sendo eletrificada nos seus 47 Quilômetros.
A eletrificação se dá por sistema de catenária (linha suspensa de contato que fornece energia ao trem) a 1500 Volts DC com uma única subestação na estação de Santo Antônio do Pinhal alimentando toda a ferrovia. As automotrizes pesam 23 toneladas com 230 HP de potência, podendo carregar em média 40 passageiros.
Entre as estações de Piracuama e a Parada Cacique, que é o ponto ferroviário mais alto do Brasil (o também chamado Alto do Lageado), a distância é de apenas 16 km, mas a diferença de nível entre os dois pontos é de 1339 m, vencida por simples aderência mesmo apresentando rampas de aproximadamente 11% (uma rampa de 11% significa que a cada 100 metros de percurso o trem sobe 11 metros de altitude). As ferrovias comerciais apresentam rampas de no máximo 3,5 a 4% (conseguindo transpor trechos de serra através de obras de artes como túneis e viaduto), sendo que ferrovias modernas não costumam exceder 1,5% em trechos não montanhosos e tolerando em torno de 2,5% em trechos de serra. As demais ferrovias que apresentam rampas tão acentuadas (11% ou mais) usam de cremalheira (terceiro trilho dentado) ou funicular para não patinar, mas esta ferrovia não utiliza nenhum destes recursos para subir a Serra da Mantiqueira, o que a torna única não somente no Brasil, mas também no mundo inteiro.
 
 
Trecho da EFCJ. Foto: Portal EFCJ-Estrada de Ferro Campos do Jordão
 

Acidente e andamento nas investigações


Em 3 de novembro de 2012 houve um trágico acidente na EFCJ matando 3 mulheres, uma delas, uma mulher grávida e 39 pessoas de feriram após o descarrilamento de um trem turístico dessa companhia ligando Pindamonhangaba até Campos do Jordão, no Vale do Paraíba Paulista.
As primeiras informações são de que o bondinho descarrilou e bateu na serra, na altura do Km 26 da ferrovia, em Santo Antônio do Pinhal (SP).
O local é de difícil acesso e os bombeiros montaram uma base às margens da Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123) para facilitar o socorro às vítimas.Os feridos estão sendo levados para hospitais de Taubaté.
Uma das vítimas fatais era guia turístico terceirizada da ferrovia e a outra, uma passageira. As causas do acidente ainda serão investigadas.