quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Trólebus de Santos: 49 anos de sobrevivência. Qual será seu futuro? 4ª parte

A importância desses veículos


A importância desses veículos para Santos são muito grandes quanto cultural histórica e ambiental. O trólebus faz parte da identidade cultural e histórica de Santos porque muitas gerações andaram nestes veículos que trouxeram e ainda traz muitos benefícios à população como limpeza, conforto e também qualidade de vida no meio ambiente e ajudou muito a contribuir com o crescimento econômico da cidade. Santos é a única cidade brasileira que conta com trólebus e bondes. Rio de Janeiro somente o bonde. São Paulo somente o trólebus.


Trólebus e bondes lado a lado

Em outras cidades do mundo o veículo trólebus conta com muitas tecnologias como sistema de marcha autônoma que o trólebus se movimenta sem energia elétrica através de uma bateria reserva o suficiente para sair da via e estacionar em um local que não atrapalhe o trânsito e até em outras o condutor não precisa descer do veículo para repor ou recolher as alavancas, da cabine do veículo pode fazer o procedimento e até ativar o motor a diesel.
Devido às condições climáticas causadas pelo aquecimento global, o trólebus representa uma alternativa ecológica para a salvação de nosso planeta e a sua vantagem é não emitir nenhuma partícula de substância nociva e é um veiculo limpo e inovador.
Recentemente a cidade de São Paulo renovou a sua frota de trólebus, dos atuais 140 foram renovados por 90 novos veículos contando com alta tecnologia em componente de tração elétrica. No sistema intermunicipal da grande São Paulo três veículos articulados a diesel foram convertidos para trólebus. Em Santos nenhuma expectativa para a renovação da frota elétrica, mas em 2006 foi cogitada a possibilidade de uma criação da linha turística de trólebus ligando o centro ao bairro do Gonzaga, mas continua em projeto. Na última parte da série falaremos sobre o futuro e sugestões de novos projetos entre os especialistas no assunto em mobilidade urbana.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Trólebus de Santos: 49 anos de sobrevivência. Qual será seu futuro? 3ª parte

Novo declínio e promessa


Em setembro de 1993 vem um novo declínio para o sistema trólebus em Santos. As linhas 5, 8, 40 e 53 passam operar em ônibus a diesel devido ao possível sucateamento e falta de manutenção nos trólebus. Em 1996 foi a vez da linha 4 a deixar de ser operada em trólebus, restando somente a Linha 20. Neste mesmo ano a Prefeitura de Santos realizou um leilão na qual foram leiloados veículos e rede aérea e depois foi arrematado por um ferro velho de São Vicente, no litoral de São Paulo.


Trólebus desativados na garagem da antiga CSTC no Jabaquara, em Santos. Atualmente é a base 2 da
Viação Piracicabana. Foto: Trólebus Brasileiro.

Em 1998 com a chegada da Viação Piracicabana na gestão do ex-prefeito e candidato a prefeito de Santos Beto Mansur (1997-2004) ficou editado em contrato uma possível expansão do sistema de trólebus com a aquisição de 15 unidades para as Linhas 4 e 20. Até hoje nunca foi cumprido esse contrato. Só foi adquirido 7 trólebus remanescente da CSTC. Na época ao invés de cumprir com 15 trólebus, foram colocados 15 ônibus a diesel com piso baixo central da série ouro com comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Em 2003 foi baixado um trólebus do prefixo 5301, o antigo 600 da CSTC e nenhum foi reposto em seu lugar.
Atualmente circulam 6 trólebus adquiridos no final dos anos 1980. Por enquanto nada no processo de renovação. Conforme a Lei do Acesso Livre a Informação o Conscientização teve acesso a algumas cláusulas do contrato da CET-Santos com a Viação Piracicabana na qual a obrigatoriedade da operação no sistema de trólebus ainda existe até o final de sua vigência, possivelmente em 2013. Conforme notícia veiculada no jornal A Tribuna o contrato da Viação Piracicabana com o sistema municipal se encerra em março de 2014.


Trólebus 5305 da Viação Piracicabana que pertenceu a CSTC.


Em 2006 o historiador Waldir Rueda entra com um processo na Promotoria Pública do Meio Ambiente pedindo o tombamento do complexo trólebus, mas o Condepasa (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos) arquivou o caso, mas três anos mais tarde ocorreu um incêndio em um trólebus na Avenida Ana Costa, depois desse fato a Promotoria de Justiça do Meio Ambiente pediu o desarquivamento do processo e instaurou um inquérito civil sobre a possibilidade do tombamento do "complexo trólebus”. 
          Em relação aos exemplares do trólebus Fiat da década de 1960 existe apenas dois: um está em Conchal Paulista, no interior de São Paulo, e o outro está em precário estado de conservação nas dependências da garagem da CET na Vila Mathias. Na próxima parte falaremos na série sobre a importância desses veículos para a história de Santos.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Trólebus de Santos: 49 anos de sobrevivência. Qual será seu futuro? 2ª parte

Declínio e reestruturação

Muitas cidades que teve seu sistema trólebus inaugurado estavam sendo extintos dando lugar a ônibus a diesel e possivelmente trólebus sendo convertido a diesel, como no Rio de Janeiro (1962-1971). Santos também teve uma unidade de trólebus convertida a diesel em 1972, só ficou apenas em protótipo. Em 1976 foi extinto o SMTC e em 15 de outubro de 1976 através do decreto municipal nº 4013, nasce a CSTC (Companhia Santista de Transporte Coletivo) empresa pública de economia mista.


Antigo trólebus convertido em ônibus a diesel, na Ponta da Praia, em
Santos. Foto: Paulo Modé.


Trólebus com a primeira pintura da antiga CSTC, em 1981.
Foto: Desconhecida

Em 1979, nasce uma luz no fim do túnel para as cidades que conseguiram manter seus trólebus como Santos, São Paulo, Araraquara-SP e Recife-PE. O Ministério do Transporte na gestão do último presidente nomeado pelo regime militar João Batista de Oliveira Figueiredo cria a EBTU (Empresa Brasileira de Transporte Urbano) na qual esse programa teve sua finalidade de revitalizar o sistema de transporte nas grandes cidades do Brasil e incluindo o sistema trólebus como reformas em veículos antigo dos anos 1950 e 1960 e aquisição de novas unidades e novas cidades ganharam o sistema trólebus como Ribeirão Preto (1982), Rio Claro (1986) e o sistema intermunicipal da Grande São Paulo (1988) atualmente operado pela Metra e gerenciado pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano).
Em Santos chega o primeiro trólebus de fabricação nacional no final de 1979 e entrou em operação comercial em 26 de janeiro de 1980 nos festejos do aniversário de Santos, na gestão do último prefeito nomeado pelo regime militar Paulo Gomes Barbosa. Nesse mesmo ano dos 50 veículos Fiat de 1963 foram baixados 25 exemplares e os restantes foram submetidos à reforma e entregues aos poucos a partir de 1981. O prefixo do trólebus Fiat era da série 500 com sequencias de par em par, exemplo: 502, 504, 506, etc e depois da revitalização pela EBTU foram re-prefixados para série 600 com múltiplos de 5 em 5, exemplo: 600, 605, 610, etc.


Primeiro trólebus de fabricação nacional adquirido pela extinta CSTC com
layout da EBTU com o prefixo 600. Foto: Paulo Modé

Trólebus 502 da antiga SMTC antes da inauguração da CSTC antes da
reforma da EBTU. Anos mais tarde passaria por reforma e na foto abaixo
foi reprefixado para 605. Foto: Barry Blumstain

Primeiro trólebus Fiat já reformado com a pintura padrão EBTU com o
prefixo 605, antes era o 502 na foto acima. Foto: Paulo Modé 

Em 1983 foram adquiridos mais sete trólebus de fabricação nacional da fabricante Marcopolo sobre chassi Scania, tração chopper, carroceria San Remo. Depois disso na gestão do prefeito já eleito pela população desde 1984 Oswaldo Justo foram adquiridos mais 6 unidades de carroceria monobloco Mafersa (Materiais Ferroviários S/A) em 1987 que são os atuais que circulam na única linha existente: a Linha 20 que foi inaugurada em 1988. Nesse período além da aquisição de novas unidades foi feita uma nova reformulação no sistema de trólebus em Santos. Linhas que foram extintas na gestão anterior foram ressurgindo aos poucos como as linhas 40 e 53 que no final dos anos 1970 foram extintas devido às mesmas andarem na contramão da Avenida Floriano Peixoto e em 1985 foram reativadas ganhando nova rede aérea na Rua Euclides da Cunha assim evitando a contramão.


Trólebus de 1983 com chassi Scania, carroceria Marcopolo San Remo.
Foto: Jorge Françozo


Trólebus Mafersa monobloco, ano 1987. Foto: Jorge Françozo.

Depois em 1987 a Linha 4 deixa de trafegar no contra fluxo da Avenida Epitácio Pessoa e passa a trafegar na Avenida Bartolomeu de Gusmão, na orla da praia, assim como aconteceu com as linhas 5 e 8. As Ruas João Pessoa, Silva Jardim tiveram suas mãos de direção alterada em agosto de 1987. Os trólebus que iam para os bairros usavam a Rua João Pessoa e depois da mudança passaram a usar a Rua Amador Bueno e Rua Silva Jardim deixou de ter rede aérea dupla de trólebus. A linha 8 para seguir ao centro teve que ser instalada rede aérea na Rua Campos Melo para alcançar o centro de Santos.
A curiosidade da linha 8 foi várias extensões de itinerários, a começar em novembro de 1967 quando seu ponto final foi estendido da esquina das Ruas Alfaia Rodrigues com a Oswaldo Cochrane para a Rua Conselheiro Lafaiete. Em novembro de 1985 houve novamente a segunda extensão para a Praça Coração de Maria, na Ponta da Praia e finalmente em 1987 para o Ferry-Boat como até hoje, mas operada em micro-ônibus a diesel. Na próxima parte falaremos na série sobre novo declínio de promessa.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Trólebus de Santos: 49 anos de sobrevivência. Qual será seu futuro? 1ª parte

A história


A partir de hoje o Blog Conscientização fará uma série de matérias falando sobre o retrato da atual situação e história do sistema trólebus da cidade de Santos, no litoral de São Paulo. Inaugurado em uma segunda-feira no dia 12 de agosto de 1963, às 10 horas da manhã a primeira linha de trólebus, a Linha 5 que ligava o Centro de Santos ao Macuco, a uma passagem de Cr$ 40,00 naquela época. Ônibus elétrico, confortável, moderno e sem nenhum ruído, o trólebus chegou como novidade na tecnologia daquela época e também para contribuir com o meio ambiente na qual não emite nenhuma partícula nociva para a saúde humana. Esses veículos eram bem aguardados pela população.


Chegada dos 5 primeiros trólebus sendo descarregados no armazém 15
do Porto de Santos pelo guindaste Sansão. Foto: Novo Milênio


Rua Martim Afonso em frente ao Centro Português lotada no dia da
solenidade de inauguração do trólebus. Foto: Waldir Rueda.


Foram importadas 50 unidades da marca Fiat Alfa Romeo, com tração eletrônica Cames Marelli com carroceria Pistoiese, modelos idênticos ao sistema de Salvador (1959) e Rio de Janeiro (1962). Antes desse dia voltando para 1955 foi aberta uma licitação pública pelo SMTC (Serviço Municipal de Transporte Coletivo) para a aquisição de 50 trólebus e mais 5 subestações retificadoras para fornecimento de energia elétrica para alimentar a rede de trólebus. As unidade importadas chegou ao Porto de Santos em 6 de junho de 1963 vindo de cinco em cinco unidades e os mesmos ficaram retidos na alfândega devido ao desembaraço aduaneiro até a sua inauguração na data citada no começo do texto.
Anos mais tarde o sistema trólebus foi ganhando espaço nas ruas de Santos com inauguração de novas linhas e a partir de 1966 os tradicionais bondes foram perdendo espaço para os trólebus que chegaram naquela época com força total. Em 1967 com a reformulação da Avenida Conselheiro Nébias, foi deixando de existir os bondes e dando lugar aos trólebus nos quais naquele ano foram inauguradas 4 linhas: 4, 40, 44 e 45. Era a avenida que mais tinha linha de trólebus naquele período. Logo depois começaram a reforçar o transporte municipal os ônibus a diesel e parou de expandir o trólebus.
O fim dos bondes aconteceu em 28 de fevereiro de 1971 com a extinção da Linha 42 e logo após em 1973 os bondes foram destruídos a marretadas. Nada poderia se opor a destruição desses bondes devido ao período de censuras por causa da ditadura militar, tempos de repressão e medo. Na próxima parte falaremos na série sobre o declínio de reestruturação.

domingo, 12 de agosto de 2012

Conheçam as propostas dos candidatos a Prefeitura de Santos no setor de transportes

             Hoje o Conscientização vai divulgar propostas dos candidatos a prefeito de Santos sobre o setor de transporte. Essa pesquisa foi feita em matéria divulgada no Portal A Tribuna de 11 de agosto de 2012. Confiram suas propostas:






Como melhorar o trânsito em Santos?
Não dá para falar só dos ônibus. Embora eu precise dizer que nossa frota é uma das mais novas do País, com 1 ano e meio de uso, e ela está praticamente toda adaptada para os deficientes.

E o VLT?
A chegada dele fará com que a gente tenha um reestudo do sistema de transporte coletivo, que passa pela revisão de linhas dos ônibus, implantação de cartão magnético que permita a integração entre linhas e de ônibus com VLT sem pagar outra passagem. Vou trabalhar para que tenhamos um reforço do atendimento de ônibus em determinados horários e locais, como saídas de escolas e fim de jornadas no Porto de Santos. No Centro, temos que criar rotas exclusivas para pedestres.









Como resolver o trânsito?
Nossa área insular tem 30 km². E, aqui, estão emplacados 280 mil veículos. Só tem um caminho para resolver. Retirar os veículos das ruas. E só se faz isso com um transporte coletivo de qualidade. O que temos hoje não faz ninguém deixar o carro em casa.

Como mudar isso?
O VLT trará qualidade ao transporte público, com hora marcada para o embarque, ar-condicionado e um novo conceito. Além disso, a sinalização semafórica será toda trocada no trecho do VLT com os semáforos inteligentes. Precisamos desobstruir as principais vias de Santos e aumentar o espaço para os veículos trafegarem.

De que forma?
Em alguns locais não poderemos permitir mais estacionamento de veículos. Vamos defender a construção de garagens subterrâneas em Santos. Se os grandes prédios fazem isso, por que não podemos aproveitar essa técnica? Grandes capitais fazem isso. São Paulo, por exemplo, adota esse expediente.

Essas garagens teriam dinheiro público?
Não teria um centavo de dinheiro público. Nosso objetivo é firmar as Parcerias Público-Privadas (PPPs) e garantir estacionamento nas vias.

Algum local definido?
Onde há demanda. Nas vias arteriais e no Centro.

Você criticou os ônibus. O que mudará?
Teremos fiscalização rigorosa. Com o VLT, devem ser retirados 100 ônibus de circulação, mas é preciso melhorar a qualidade. Incentivaremos o uso dos cartões por parte do usuário e fiscalizaremos. A população reclama do tempo de espera no ponto.








Como melhorar o transporte em Santos?
A falência da mobilidade urbana está diretamente ligada à falência da política pública. É preciso colocar a demanda perto da casa da pessoa. Também podemos aproveitar nossos rios. O que impede o pessoal da Zona Noroeste sair de casa e chegar ao Centro via modal aquaviário? Nada.

E os ônibus?
Nós não temos um bilhete único até hoje. A maior novidade no setor é o que fiz há 20 anos: a integração de linhas no Terminal Rodoviário do Valongo, onde o passageiro desce e pega outro ônibus sem pagar. A gente precisa de um bilhete único.

Pensa em reduzir os preços?
Reduzir eu não sei, mas adequá-lo à nossa realidade, com certeza.

Algo para ser modificado nas ciclovias?
Não podemos ter pistas como a da Avenida Ana Costa, que não tem ligação. É preciso ter lógica. Tem um projeto no Rio de Janeiro que me agrada bastante. Você confere em um aplicativo de celular quantas bicicletas estão disponíveis em um bicicletário público, reserva uma e a retira. De graça. Quero fazer isso em Santos.

E os túneis?
Penso que a ligação entre Santos e Guarujá precisa ter caminhão de carga circulando nela. Não pode deixar somente para veículos leves. Isso influencia no porto, na Rodovia dos Imigrantes, em tudo.

Outros candidatos estão falando bastante no túnel entre Zona Leste e Zona Noroeste. Você apoia isso?
Estou convencida da necessidade dele. Hoje, não tem saída. Está tudo preso em um pedaço da Ilha de São Vicente. Senão, de nada adianta ter um apartamento caríssimo se você nem consegue sair de casa por conta do trânsito.







Como desengarrafar Santos?
Você nunca vai convencer um santista de que ele não deve comprar um carro. Mas podemos melhorar a estrutura de avenidas e ruas, além de mudar o sistema semafórico. Quero fazer isso na cidade inteira, informatizar o sistema e, assim, melhorar o fluxo de veículos.

Rodízio de carros é cogitado?
Eu acho que, antes do rodízio, nós precisamos testar outras modalidades. Podemos colocar ônibus menores nas ruas e ampliar os seletivos, atingindo o público que tem carro. Antes de rodízio, quero ver os semáforos inteligentes funcionando.

Você defende o túnel?
Sim. Se sentarmos com São Vicente e elaborarmos um projeto conjunto que ligue a Avenida Penedo e a Zona Noroeste de Santos com a Zona Leste, dá para fazer. Os congestionamentos são uma constante por aqui. Por isso, precisamos buscar recursos do Estado e da União. Com R$ 150 milhões dá para fazer.





Com tornar Santos uma cidade menos congestionada?
Você tem de ter hoje um sistema integrado troncal com linhas alimentadoras. Hoje, na praia de Santos, temos mais de 25 linhas sobrepostas. Se você está na R. Alexandre Martins, esquina com a praia, e quer ir para o Canal 2, fica parado até seu ônibus aparecer. Com uma canetada e uma boa conversa com a empresa concessionária, mudaremos o conceito.

O que mudaria?
Você pega um ônibus até o Canal 2, desce lá e pega outro para seguir seu destino.

Isso resolve?
O grande desafio não é o serviço em si, mas sim convencer o santista a deixar o carro em casa.

E as bicicletas?
É uma vergonha que os estacionamentos de Santos não recebam bicicletas.

Daria para obrigá-los a isso?
Já chamamos os donos para conversas com o prefeito e eles não foram. O jeito é obrigá-los a isso e reconhecer a bicicleta como modal, não uma simples alternativa.

Você chegou a falar em rodízio de carros no passado. Defende isso ainda?
Quando eu falei isso, em 2007, era para provocar a sociedade. Aí, criaram os corredores de ônibus nas principais avenidas. Importante, mas não são suficiente para resolver problemas. O rodízio é necessário quando temos o caos de verdade, como em São Paulo. Precisamos apostar primeiro no transporte coletivo. O sistema de linhas circulares tem que acabar em janeiro de 2013, ele imita as linhas dos bondes.







O que pode ser melhorado na mobilidade urbana?
Os ônibus hoje são uma carroça e os trajetos, bem, eu posso chamá-los de desumanos. A pessoa que sai do Morro do Marapé e quer trabalhar no José Menino ou fica passeando ou desce na Rua Carlos Gomes para ir a pé até a praia.

Por que não colocamos um bilhete que vale por 1h? Por que os ônibus de Santos não têm ar-condicionado? Dá para fazer isso?
Claro. Não é demagogia. Andar nesse ônibus em verão é como sentar em uma chapa quente. E, quando lota, vira um alto-forno. O transporte urbano precisa de uma reengenharia. É colocar bicicletas no Centro para a pessoa se locomover e sem cobrar nada por isso.

Aposta no VLT como uma solução?
Ele integrará a Baixada Santista. Ampliará o mercado consumidor. Tem tanta importância quanto a ideia que dei e se apropriaram dela, que é a expansão do porto para outras cidades, o uso de nossas águas.

Como acabar com os engarrafamentos nos horários de pico?
Com inteligência. Hoje, a gente tem a centralização do setor que emprega. O transporte não é integrado. O que nos falta é uma mentalidade de querer ser melhor.








O que dá para mudar em relação aos ônibus?
Eu farei uma auditoria nas planilhas enviadas pela Piracicabana. O que justifica termos uma das tarifas mais caras do País, sendo que somos de um tamanho pequenininho. Por que pagamos R$ 2,90 se São Paulo, que é muito maior, cobra R$ 3,00? A passagem é mais cara em Santos do que em capitais. Vejo como alternativa o uso do transporte aquaviário, por meio dos rios.

Como tirar os carros das ruas ou fazê-los conviver em harmonia, sem engarrafamentos?
Só melhorando o transporte coletivo poderemos mudar a situação atual. Tem que ser de qualidade, barato e com ônibus suficientes para a pessoa deixar o carro parado em casa e não ficar parado 1 hora no ponto de ônibus.






Como tornar os deslocamentos por Santos mais agradáveis?
É um tema muito fácil. Sou funcionário da Secretaria da Fazenda de São Paulo há 27 anos. Hoje, deixo meu carro na garagem e pego quatro ônibus por dia, pois almoço em casa. Eu vou, volto, vou e volto. Sei que nosso ônibus não é 100% limpo. No governo do PSL, vai voltar a função de cobrador no ônibus.

Dá para fazer isso?
Sim. Vamos mexer nisso pois a saída deste profissional causou um problema de mobilidade urbana. O motorista dirige contando dinheiro, quando não se forma uma fila enorme nos pontos de ônibus. Quantos motoristas não estão afastados por conta de licença médica? É estressante. Vamos mexer nisso.

E a passagem?
Pagamos R$ 2,90 para tudo isso de errado acontecer. Precisamos rediscutir a planilha de custos com a empresa concessionária. É necessário ter um transporte que integre a região.





Como você vê o trânsito de Santos hoje?
Santos é uma cidade que não tem tido crescimento nos últimos anos na quantidade de habitantes. Mesmo assim, o trânsito vem ficando complicado. Agora, pegue as projeções e repare no que pode acontecer. Dizem que o número de habitantes pode dobrar nos próximos anos. Imagina se isso ocorrer!

Pelo que você diz, a situação é tensa. Como mudar o cenário?
A solução é transporte de massa. Vamos bater no interesse da Viação Piracicabana, que comanda o transporte público de Santos. R$ 2,90 como preço de passagem é algo caríssimo. O ideal é cobrar pelo trajeto que você anda. Defendo até a tarifa social. O ideal seria o transporte gratuito. Devemos voltar a falar na metropolização de nossas atividades e projetos. O desenvolvimento de hoje, na verdade, é uma grande armadilha.






Trólebus santista comemora 49 anos em operação.

            

Trólebus da Linha 20 de Santos em operação


               Hoje é um dia especial para o transporte coletivo em Santos. O trólebus (ônibus elétrico) está comemorando 49 anos em operação comercial. Tudo começou em 12 de agosto de 1963 com a inauguração da Linha 5 que ligava o Centro a Praça Visconde de Itaborai, no Macuco. Atualmente só temos a Linha 20 que liga o Centro ao Gonzaga. Logo após a obra de revitalização da Rua Amador Bueno, o trólebus voltará a circular e com novidade. Uma nova pintura idêntica a da frota de ônibus a diesel. A Linha 20 e as demais do sistema municipal são operadas pela Viação Piracicabana em contrato de permissão com a CET-Santos. Parabéns aos nossos trólebus nos quais fazem parte da identidade cultural e histórica de Santos. Vida longa aos mesmos!

domingo, 5 de agosto de 2012

A partir do dia 21 começa pra valer a disputa pela Prefeitura de Santos no rádio e na TV

A partir de 21 de agosto começa pra valer a disputa entre os candidatos que concorrerão a Prefeitura de Santos no rádio e na TV conforme a lei eleitoral 9.504 de 30 de setembro de 1997. Os prefeituráveis estão bastante otimistas para concorrer a chefe do poder executivo no Palácio José Bonifacio na qual concentra o executivo de Santos. Entre eles a novidade entre os candidatos se refere a faixa etária de idade.
O candidato mais jovem é o deputado estadual e ex-secretário estadual de desenvolvimento Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) que tem 33 anos de idade. É uma promessa de inovação na política de Santos pelo fato de ser o candidato mais jovem do pleito e atualmente lidera na corrida eleitoral em Santos conforme pesquisa divulgada pelo IBOPE encomendada pela TV Tribuna (afiliada Rede Globo).
Outro candidato novo rumo ao executivo, mas não se referindo ao fator idade é o ex-secretário de assuntos portuários Sergio Aquino (PMDB) na qual é apoiado pelo atual prefeito João Paulo Tavares Papa, mas na corrida está em 5º lugar, ainda é o começo, muitas coisas podem mudar até o dia 7 de outubro que será o dia da eleição nos quais elegeremos prefeitos e vereadores. Em relação aos outros candidatos já são conhecidos pela população santista e todos já são tradicionais pelo trabalho que já fizeram sejam como prefeitos e vereadores. A disputa promete ser bastante acirrada e competitiva na qual dá o direito do eleitor em 1º turno escolher seu candidato com mais tranquilidade e sem ficar refém de ver que de tantos candidatos um é somente conhecido como aconteceu em 2008. Dos 5 candidatos um era conhecido e foi eleito em primeiro turno, no caso o atual prefeito santista e os demais não eram conhecidos e ai a população em relação a marketing eleitoral se sente obrigatoriamente a apostar em uma escolha, nada mais que um “monopólio político”.

Imagens dos candidatos a disputa pela Prefeitura de Santos em um total
de 9 candidatos. Foto: A Tribuna.

Uma outra novidade na política de Santos e o aumento de candidatos a vereadores jovens nos quais podem até chamar a atenção do eleitor em que sempre um jovem rejeitou a política devido a mesma ser para velhos, hoje a realidade está mudando, ou seja, é a chance para um jovem demonstrar seu empreendedorismo, criatividade e quem sabe mudar até o futuro do país ou de uma cidade.
“Nas cidades maiores, o horário gratuito pode ser determinante para a escolha do candidato”, diz o especialista em marketing político Vinícius Vinceslau Prudente em entrevista no jornal A Tribuna de 04/08/2012.
Segundo ele, por mais que esse tipo de programação não seja levado a sério e que pareça muito chata, é a grande chance para você conhecer seu candidato.
“É importante que o eleitor preste atenção no que diz aquele candidato que pensa em votar. Ele estará falando com você”.
No entanto o Conscientização deseja uma boa sorte aos candidatos a corrida eleitoral no poder executivo de Santos e que esse momento na qual faz parte da democracia em todo país seja uma grande chance para os concorrentes mostrarem a melhor proposta para o futuro da nossa cidade assim incentivando o eleitor a analisarem bem as suas propostas e votarem de maneira sustentável e consciente.