sábado, 18 de agosto de 2012

Santos a São Paulo: 50 minutos de trem, pode se tornar uma realidade


Futura ligação de trens regionais partindo da Estação da Luz para
Santos, apenas um projeto pode se tornar realidade.

Uma nova opção de transporte coletivo para a ligação entre duas regiões metropolitanas. É com este propósito que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) realiza uma série de estudos preliminares sobre a possibilidade de criação de uma linha ferroviária para levar passageiros de Santos a São Paulo (e vice-versa) em 50 minutos.
A intenção com a medida, caso se concretize, é criar mais uma alternativa para os usuários do Sistema Anchieta – Imigrantes (SAI). “Significa aumentaras possibilidades para o cidadão que realiza a viagem entre as cidades”, diz Luciano da Luz, gerente de planejamento de transporte da CPTM.
Ele reforça que o estudo ainda está em fase “muito preliminar” e que deve ser concluído até a metade de 2013. “Depois, realizaremos levantamentos de demanda, de viabilidades, projeto básico e executivo para, aí, tirarmos uma conclusão sobre a ligação, se é viável e factível”.
As análises para atingir um denominador comum são as mais diversas. Entre as discussões, estão em avaliação, por exemplo, o aproveitamento da faixa ferroviária existente no trecho de Serra ou a implantação de um novo traçado. “Não é porque está lá que a linha serve. Atualmente, elas comportam trens antigos e talvez não tenham compatibilidade comas unidades que queremos instalar”, pondera Luz.
De acordo com o projeto, os trens são modernos e confortáveis. Fariam a viagem em até 50 minutos e chegariam a uma velocidade máxima de 160 quilômetros por hora.
Cada equipamento comportaria 200 passageiros sentados e a estimativa é que 20 mil pessoas utilizem esta ligação, diariamente, com saídas a cada15 minutos em horários de pico.
Para se chegar a uma conclusão sobre a viabilidade ainda serão considerados tempo, conforto, serviços prestados e desempenho do equipamento. E, para contribuir na coleta destas informações, está em andamento um levantamento de dados de outras ligações férreas similares no mundo.
Luz destaca, ainda, que o processo também precisará respeitar todas as legislações ambientais. “Há uma série de procedimentos envolvendo esta questão que devem ser seguidos”.


Favorável

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deu um parecer positivo em relação a uma possível ligação férrea entre Santos e São Paulo, durante sua passagem pela Cidade, na última segunda - feira.
“Sou entusiasta do transporte sobre trilhos, tanto que estamos fazendo o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Nós queremos a instalação dos trens regionais e temos os projetos São Paulo/Jundiaí/Campinas, São Paulo/Sorocaba e São Paulo/Santos. Claro que isso nãotem o mesmo cronograma do VLT, pois é um projeto de maturação um pouco maior. Mas a região precisa de uma ligação ferroviária para passageiros”.
Vale lembrar que essa matéria já foi divulgada no começo do ano passado em veículo de comunicações locais e nas redes sociais. Vamos torcer para que seja realidade. Santos e região merecem um transporte com qualidade e dignidade.



Fonte: Jornal A Tribuna 16/08/2012

3 comentários:

  1. demorou porem é cultura e laser

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  2. FOI A MAIOR BESTEIRA RETIRAR OS TRENS DE VIAGEM DE SAO PAULO AO INTERIOR, POIS ERAM OPÇOES BARATAS, MAS DEMORADAS, O QUE ERA RECOMPENSADA PELAS BELAS PAISAGENS POR QUAIS PASSAVAM AS FERROVIAS. NO MINIMO AS VIAGENS DE SANTOS A SAO PAULO DEVERIAM VOLTAR.

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  3. Governar é definir prioridades, assim sendo, entendo ser as prioridades no Brasil para o sistema ferroviário pela ordem;
    1º Trens suburbanos e metrôs domésticos;
    2º Ferroanel com rodoanel integrados com ligação Parelheiros Itanhaém, para o caso de São Paulo;
    3º Trens de passageiros regionais;
    4º TAV.
    E com relação ao cenário mundial seria;
    1º Integração Nacional;
    2º Integração Sul Americana;
    3º Integração com o Hemisfério Norte.
    Trens de passageiros regionais são complementares ao futuro TAV, e não concorrentes, pois servem a cidades não contempladas, inclusive Campinas com mais de 1,2 milhões de habitantes e potencial maior do que alguns estados, e muitas capitais do Brasil, portanto comporta as duas opções.
    Para esclarecer; não se deve confundir os trens regionais propostos de até 160 km/h com os que existiam antigamente no Brasil, que chegavam no máximo aos 90 km/h por varias razões operacionais.
    Com relação ao trem expresso-TAV com duplas linhas novas exclusivas com 2 x 513 km que se pretende implantar no Brasil entre Rio e Campinas, existem duas opções com relação a alimentação elétrica em uma mesma composição, o que as tornam “flex” segundo folder de comparação de equipamentos propostos pela “Halcrow”, 25 kVca, ou 3 kVcc, esta segunda é a alimentação padrão dos trens suburbanos e locomotivas elétricas e algumas linhas do metro, ambas via uso de catenária / pantografo, exatamente igual a brasileira e a mundial, ou seja podendo utilizar a estrutura auxiliar existente, como pátios, oficinas, garagens, e equipamento de manutenção de vias comuns, uniformizando a bitola dos trens suburbanos, expresso, metro e TAV em 1,6 m.
    Pelo proposto as mesmas composições atenderiam de imediato aos trens regionais planejados nas maiores cidades brasileiras ~150 km/h utilizando alimentação elétrica existente em 3,0 kVcc, a curto prazo, já dando a diretriz quando fossem utilizadas no TAV, aí utilizando a tensão e corrente elétrica de 25 kVca, com velocidade max. de 250 km/h, uma vez que já foi determinado pela “Halcrow” velocidade média de 209km/h para o percurso Campinas Rio previsto para após o ano de 2020, se não atrasar como a maioria das obras do PAC, ou seja longo prazo, este modelo é inédito no Brasil.
    O fato de trens regionais e TAV serem de operações distintas não justifica que não tenham que se integrar, sendo que para a estação em SP o local sairá em locais paralelo a CPTM entre Mooca e Barra Funda, podendo ser criada a estação Nova Luz, no lado oposto em que se encontra a Júlio Prestes.

    No mínimo três das montadoras instaladas no Brasil além da Embraer tem tecnologia para fornecimento nesta configuração, inclusive os pendulares Acela e Pendolino que possuem uma tecnologia de compensação de suspenção que permite trafegar em curvas mais fechadas com altíssima porcentagem de nacionalização.

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